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                                        Mais um fim-de-ano, mais um momento de

                              passagem com gosto de término,  outra reflexão

                             sobre o que se ganhou  ou se perdeu em 365 dias...

Balanço, muitas vezes, acompanhado de desejos de mudança que, agora, neste novo ano, serão concretizados.  E, assim, em meio aos fogos, aos abraços e à música, nos perdoamos pelo que não fizemos.  Afinal, a vida nos está dando mais uma chance de realizar o que queremos ou precisamos.

Mas, o que realmente é necessário mudar? Como vamos conseguir ? Por que tantas vezes repetimos os mesmos erros já tão nossos conhecidos? Será que temos a esperança de realizar coisas novas sem fazer, antes, mudanças em nós mesmos?

Talvez, nossos desejos sejam grandes demais e estejam além de nossa capacidade...Talvez, se procurássemos valorizar pequenas-grandes coisas em nosso dia-a-dia, o saldo poderia ser muito positivo na próxima passagem de ano.

Como li uma vez, uma vida melhor pode ser jogar fora todos os números não essenciais para a sobrevivência, incluindo idade, peso e altura, e deixando o médico se preocupar com eles.

Pode ser procurar ficar perto de amigos alegres e evitar aqueles que puxam a gente para baixo. Pode ser continuar aprendendo e aprendendo mais sobre qualquer coisa, seja computador, artesanato ou jardinagem... Quem sabe, para o ano, curtir coisas simples, rir sempre, muito e alto, rir até perder o fôlego. E quando as  lágrimas acontecerem, não desesperar, mas agüentar, sofrer e seguir em frente.

Talvez, seja lembrar a cada dia do novo ano, que precisamos ser, antes de tudo,  uma boa companhia para nós mesmos e, depois, ficar sempre rodeados daquilo que  gostamos:  família, animais, lembranças boas, música, plantas, um hobby, o que for.

Voltar para casa, sentindo o lar como um  refúgio e agindo para que ele continue assim...

Quem sabe, dizer a quem se ama que  realmente o amamos, em todas as oportunidades que a vida nos der.

Cuidar da saúde, preservando-a, se for boa, e buscando sua melhora, caso não estejamos bem.

Talvez devêssemos, neste novo ano, pensar melhor sobre outro tipo de viagem, evitando fazer aquelas que só nos levam  ao passado e às lamentações do que não foi, mas podia ter sido.

Talvez, seja melhor querer recomeçar a cada dia, em lugar de repetir promessas a cada último dia do ano...

                                                                    Elisabeth Salgado