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É muito freqüente se ouvir que é necessário gostar de si mesmo. Essa é a solução, antes de tudo para se poder ser feliz... Entretanto, como parece ser difícil para a maioria das pessoas exercer tal atitude, no dia-a-dia. Essa deveria ter sido uma das lições mais importantes dadas por nossos pais, mas, a cada história que conhecemos, fica evidente que também nossos pais não aprenderam a se amar. Como poderiam eles nos ensinar algo que não absorveram? E, assim, eles, em sua maioria, nos ensinaram a ser educados, amáveis, a deixar o outro feliz e a sempre pensar no outro, antes de tudo, para não sermos egoístas... Como lidar agora com a nossa auto-estima, meio capenga,agora que já somos ou deveríamos ser adultos? Talvez, se não esquecêssemos de que somos os únicos responsáveis pelo caminho escolhido e pela história de vida que hoje construímos... Talvez, se parássemos para pensar que nossa história de vida é única e, portanto, não deveria ter outro personagem principal senão nós mesmos... Talvez, se não alimentássemos a crença infantil de que o outro deve nos completar e preencher nossas carências... Talvez, se acreditássemos mais em nossa garra interior e olhássemos a vida com mais flexibilidade e perdoássemos a nós mesmos, antes de tudo, pelas falhas e erros... Talvez, assim, nossa auto-estima se fortaleceria e se elevaria... Como ser feliz, sem acreditar em si mesmo? Como ser feliz, se tratamos a nós mesmos como alguém que detestamos? Como ser feliz, se, por não sermos nosso melhor amigo, escolhemos fazer o que nos agride e rebaixa, muitas vezes só para que o outro nos elogie ou pareça gostar de nós? Como ser feliz, se ficamos presos ao passado e não valorizamos o "hoje"em nossas vidas?
Uma auto-estima sólida faz com que avaliemos a nós mesmos, em comparação só a nós mesmos. O que éramos e o que somos...Isso exige auto-conhecimento, pedra fundamental de uma personalidade madura. Assim como não encontramos tesouros ou pedras preciosas facilmente e em qualquer lugar, não adianta procurarmos achar auto-estima, se vivemos em função do que o outro pensa de nós ou do que existe fora de nós. Elisabeth Salgado |

