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O sexo na
terceira idade convive com as inevitáveis
mudanças que fazem parte do envelhecimento do
homem e da mulher.
Aceitar este fato é a porta para uma intimidade
muito prazerosa, apesar da passagem dos anos.
É natural que ele leve maior tempo e tenha uma
estimulação genital mais direta. As áreas
erógenas ficam concentradas na região dos
genitais externos, perdendo muito a sua
excitação pelo carinho na pele de quase todo
corpo.A ereção é menos rígida e mais lenta e
existe menor necessidade física de ejacular e
controle da mesma. Há diminuição do volume do
sêmen e do jato do esperma, havendo queda de
ereção mais rápida após a ejaculação. É
comum ser muito difícil que, após o orgasmo, a
ereção se repita. Às vezes, ele pode gozar sem
sentir, não conseguindo "segurar".
Na mulher, com a chegada da menopausa e sem
reposição hormonal, acontecem mudanças na
mucosa genital que se torna menos lubrificada,
podendo haver perda de libido. As zonas erógenas
também se concentram na região genital, deixando
de ter respostas ao toque e ao carinho no resto do
corpo. Ocorre enfraquecimento da musculatura
perineal devido a um processo gradual de atrofia.
A intensidade e a capacidade de multiorgasmos se
mantêm, mas o número de contrações são
menores.
Apesar destas alterações, certos mitos devem ser
combatidos como o homem ter medo de "passar
vergonha" frente a uma mulher e de a mulher
adotar o pensamento de que "não precisa mais
de sexo" e que cumpriu com sua obrigação de
mulher, se afastando do perceiro e deixando toda
sua sexualidade de lado.
De acordo com médicos e sexólogos, a sexualidade
existe de forma concreta em pessoas idosas e não
há limites de idade para se manter uma atividade
sexual mesmo com as mudanças fisiológicas.
Para melhorar o sexo na terceira idade, é
importante uma vida sexual regular, cuidar do
estado geral de sua saúde ( fumo, ingestão de
colesterol, sal e açúcar em excesso, estresses
crônicos, hipertensão arterial, diabetes,
cardiopatias) e não se descuidar da aparência.
A música de fundo, cantada por Elba Ramalho, para
mim, é a grande metáfora do relacionamento
sexual na terceira idade, o aconchego, a saudade ,
o sorriso sincero de quem escolhe estar junto e
que alivia o cansaço, o roçar do corpo, o sentir
que o outro é um pedaço de mim, apesar de poder
viver sem ele, o dar valor aos carinhos, beijos e
agrados que são prazerosos, independente da
idade, constituem componentes básicos nessa fase.
A chegada da terceira idade não é, nem deve ser,
o fim de fantasias e de imaginações na vida
sexual. Aceite as mudanças e aproveite seu
momento como ele realmente é!
Elisabeth
Salgado.
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