De seis meses até um ano

 

 

 

 

 

 

 

      

 

 

 

             Como já foi visto anteriormente, o sexto mês é caracterizado por uma maior maturidade e um maior desenvolvimento psicomotor e social.

           O bebê rola, agarra e alcança tudo, segura os objetos, girando-os com interesse, presta atenção às conversas, é capaz de ficar sentado com apoio, interage com as pessoas, rindo e pedindo colo.

         No sexto mês, os dentes também podem começar a nascer.

          Nesta época, o bebê começa a se diferenciar do mundo externo. Ele começa a perceber que existem pessoas fora dele que podem ajudar a resolver suas necessidades, mas que sua mãe, por exemplo, não pode ser controlada por ele como controla sua mão.

          Essa descoberta vai ser de suma importância para o desenvolvimento da personalidade do bebê.

 

 

         No sétimo mês,  a criança senta durante um breve período de tempo, com as costas retas e com o apoio das mãos.

         Quando sentada, a criança coloca as duas mãos à frente do corpo, apoiadas no chão, para ter uma base de sustentação maior, visto que o equilíbrio ainda é vacilante. Se você mostrar um objeto atraente, ela esquece das mãos, pega o brinquedo e cai.

        A coordenação motora se refina. O bebê começa a usar o dedo indicador e o polegar para pinçar os objetos. Parece que está escolhendo as coisas.

         Entre o sétimo e o nono mês, a criança pode bater palma, mesmo que de forma desengonçada. De acordo com os neuropediatras, unir as mãos significa ter o controle do ombro e também ausência de problemas cerebrais.

          Entre o sétimo e o oitavo mês, a criança, quando mantida na vertical, sustenta o peso e realiza movimentos de marcha. Pode segurar dois objetos, procura por eles, quando caem, mas atira tudo no chão. Usa as duas mãos, por isso não dá ainda para saber se é destro ou canhoto.

          Os primeiros dentes surgem e os alimentos sólidos são introduzidos.

          Coloca os dedos dos pés na boca, toca sua própria imagem no espelho e realiza longas repetições de sons.

 

 

           No oitavo mês, o poder de compreensão ganha contornos mais concretos. O bebê pára uma atividade quando lhe dizem "não" e entende o significado dos gestos e dos atos.

           Percebe que é um ser separado da mãe, mas ainda precisa se assegurar de que quando ela some não deixou de existir. As brincadeiras de esconder o ajudam nessa fase, em que demonstrações de estranhamentos com outras pessoas são comuns.

          Sua musculatura está mais dura e o equilíbrio, melhor. O bebê senta sem apoio, por longo tempo, firmemente, com as costas retas, inclinando-se para frente e para trás.

           Sua preensão em pinça se inicia e brinca de "dar e tomar". Olha cuidadosamente para as coisas antes de tentar alcançá-las e pega objetos próximos sem cair.

           Entre o oitavo e nono mês, rasteja sobre o abdome e se balança, quando de cócoras. Come biscoitos sozinho, compreende uma palavra isolada, estende os braços para ser carregado e encontra algo escondido debaixo de um pano.

 

 

           No nono mês,  começam a aparecer diversos movimentos para o engatinhar e, com base nesses ensaios e erros, por parte da criança, a sua capacidade de tomar decisões por conta própria também se desenvolve e essa conquista acelera o desenvolvimento intelectual do bebê.

        Inicialmente,  poderá ficar de cócoras como coelho, se arrastar com a barriga porque o controle das pernas, que não são tão firmes quanto os braços, ainda não é total. Pode ainda engatinhar de marcha a ré, por causa do peso da cabeça, ou avançar para a frente sobre o traseiro.

        Entre o nono e o décimo mês, fica de pé apoiado, move as coisas para trás e para a frente sobre a mesa (horizontalmente), reconhece muitos objetos, investiga tudo, imita alguns sons e compreende algumas palavras.

 

 

            Entre o décimo e o décimo primeiro mês, permanece sobre os quatro membros, engatinha sobre as mãos e os joelhos, em direção determinada.

          O desejo de ficar em pé é incontrolável e, para isso, o bebê precisa de três pontos de apoio - duas pernas e um braço, dois braços e uma perna ou dois pés e o apoio do tórax em algum lugar.

          Nesta época, a criança se levanta segurando em móveis ou outro apoio e, ao ficar em pé, a dimensão de mundo da criança se amplia. 

          Entretanto, os pais não devem ficar ansiosos para que o filho caminhe. O uso do andador não é aconselhável, pois enfraquece a musculatura da perna através de um forçar prematuro, fazendo com que a criança venha a cair mais ao andar, além de prejudicar o amadurecimento intelectual da criança.

         Socialmente, a criança joga beijinhos, dá tchau, emite os primeiros sinais de palavra e aponta com o dedo indicador, mas, por outro lado, começa a ter crises de birra se contrariada.

 

 

           Entre o décimo primeiro e o décimo segundo mês, a criança engatinha sob a forma de "marcha de urso" ou sobre as mãos e os pés.

           Nesta fase, dá alguns passos, quando é segurada por ambas as mãos e, posteriormente, será capaz de colocar-se na posição de pé, caminhando sem apoio.

           Responde a carícias, obedece a algumas ordens ("não, vem, tchau"), aponta, estende os braços, quando está sendo vestida.

                                                                     Elisabeth Salgado