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Nossos filhos pecisam se sentir amados, aceitos e acolhidos por nós. Entretanto, o relacionamento do casal pode se tornar disfuncional, se o pai ou a mãe concentrarem sua atenção e amor apenas na criança. Esquecer de alimentar a relação conjugal é prejudicial. Mais cedo ou mais tarde, os filhos darão início ao seu processo de individualização e acabarão "saindo de casa". Nessa hora, se antes já não surgiram sinais de crise na relação, o casal se defrontará com o "que restou". Será a época da colheita do que foram capazes de investir em si e no outro. A contrário do que alguns acreditam, esse investimento deve existir desde a chegada do bebê. Dentro do possível, o casal deve cultivar seus momentos a dois, resgatar instantes românticos e externalizar a importância do outro em sua vida. Sair sem o filho, a partir do momento que ele possa ficar com alguém em quem os pais confiem e que já está mais crescido, não é pecado. Será bom para o desenvolvimento emocional da criança sentir que seus pais têm vida própria e que ela, embora muito amada, não é o centro de seu universo. Elisabeth Salgado
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