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Com certeza, existem vários motivos, mas eu levanto uma hipótese: estas pessoas podem estar desencantadas com a vida, perderam a fé nas pessoas, descobriram que a vida não é o que desejavam e que suas fantasias estão longe de se realizarem, mas se revoltam contra isso até hoje... Lembro do dia em que meu pai, com pouco tato, me disse que Papai-Noel não existia! Chorei, fiquei muito zangada com ele. Tinha uns oito anos, nessa época. Percebi que ele falava a verdade, mas continuei criando fantasias para lidar com o desagradável que a vida me trazia. Hoje, com tranqüilidade, aceito a inexistência de alguém que sabe de meus desejos, até aqueles jamais ditos, de alguém que me surpreenderá, realizando minhas mais pueris fantasias, de alguém que é só bondade e magia... Papai-Noel não existe, mas existem as pessoas que eu amo e respeito. Existe a vontade de compartilhar, de estar junto e vivenciar momentos de alegria, existe a crença de que eu me torno mais feliz, se estiver em relação com quem cultiva a paz e a harmonia. Gosto de ver a família reunida, a árvore iluminada e a mesa posta. Percebo que isso ameniza as dificuldades pelas quais passei. Propositalmente, não faço associações com o momento de forte significado cristão, porque aprendi que o espírito do Natal transcende as diferenças religiosas. Meus clientes de vários credos, nessa época, expressam seus desejos de paz, de união e de amor... Todos nós somos irmãos na busca de crescimento e de auto-realização. Papai-Noel não existe, é verdade. Mas, eu e você existimos, existe a vida, existe a fé e existe um caminho para aprender a viver e a amar! Faça um Natal especial ! Dê um presente valioso para você mesmo: celebre a vida e tudo que você construiu até agora! Pense nisso e um Feliz Natal! Elisabeth Salgado
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