Independente
do que o Homem faça, queira ou não, o tempo passa... 
Apesar dos avanços científicos e tecnológicos, principalmente na área
médica, o homem só consegue adiar o término de sua caminhada, mas não
impedi-lo.
Nessa luta por preservar a juventude e controlar a passagem do tempo, ele
esquece de aproveitar
o agora, esquece de viver
o presente,
único tempo real e concreto. E, quando o espelho, o corpo e os outros
denunciam a irremediável passagem, ele lamenta o que poderia ter feito e
não fez, o que poderia ter sentido e não sentiu, a vida que poderia ter
vivido e não viveu.
Essa página é um convite a celebrar a vida no que nos resta a
experimentar. e fazê-lo com base no real. Não vale a pena viver sonhando
e se esquecer de viver...
Ao atingirmos a idade madura, começamos a ficar suscetíveis à idéia de
nossa transitoriedade, temos medo da morte e até a aposentadoria é vista
como fim. Fatores culturais e contemporâneos contribuem muito para essa
visão nada saudável. Vivemos na era do hedonismo, do culto ao corpo
"sarado" e jovem. É difícil envelhecer no ocidente, se
meramente aceitamos os valores impostos pela mídia e passamos a ver
o envelhecer como sinônimo de se tornar inútil.
Se cairmos nesse erro, a vida irá se tornar uma simples rotina de meras
obrigações de sobrevivência e manutenção. Os anos nos trazem
sabedoria e experiência, cabe a nós colocar em prática o que aprendemos
e a tornar nossa passagem mais prazerosa pelo uso da maturidade adquirida.
"Tudo
quanto puderes fazer, ou creias poder, começa. A ousadia tem gênio,
poder e magia". ( Goethe )
" As
palavras mais importantes na meia- idade são "correr frouxo".
Deixar que as coisas aconteçam. Deixar que aconteçam ao parceiro. Soltar
os sentimentos. Permitir que as mudanças aconteçam".
(Gail Sheehy)
Não adianta
fugir da passagem do tempo. O importante é lidar com ela sem
angústias, lamentos ou culpas perante o não vivido.