O Dia dos namorados se aproximava...

Mais uma data que me fez pensar em como vivemos a vida, em como compartilhamos o que sentimos.

Não quis escrever sobre o namoro entre duas pessoas, entre dois amantes novos ou antigos, tive vontade de escrever sobre o medo que impede você de amar...

O medo é como um dragão, fantástico em seu poder de destruição e mágico pelos segredos e lendas que o rodeiam. Ele é paralisante, quando permitimos, alimentando nosso presente com as decepções do passado.

Há vários tipos de medo, mas este em especial impede a criação de vínculos reais entre duas pessoas e uma entrega autêntica na relação. 

Este medo faz do compartilhar a vida e a intimidade com alguém algo por demais temido.

Na realidade, acredito que por trás do medo de amar está o medo maior de sofrer, de ser rejeitado em algum momento, de ser abandonado, ou seja, por medo de não sermos amados não amamos!

Mas, será que vale a pena esta couraça? Será que vale a pena não montar um cavalo e sentir as emoções do passeio? Será que vale a pena se prender ao medo de encontrar o  dragão da rejeição?

A vida será sempre um risco e nela encontraremos e perderemos. Não há como evitar. Se é assim, por que não viver disponível para amar, mesmo que sofrimentos tenhamos tido no passado?

Com certeza, o que se viveu está em nossa bagagem e já não somos tão inocentes, ou pelo menos, não o deveríamos ser.

Assim como dragões habitam o mundo do imaginário, o medo de que poderemos sofrer, se ousarmos ficar disponíveis para amar, também é uma fantasia, já que pertence a um futuro.

O convite que faço é para que você não desista de se enamorar pela vida, pelos sonhos, pelas pessoas e pelo direito de recomeçar e tentar novamente, seja com quem você está ou com alguém que ainda está por vir.

Enamore-se pelo sol e pela chuva, pelas crianças e pelos velhos, pelas histórias que cada um traz em si mesmo, enamore-se por você mesmo e pelo que deseja.

E lembre-se de que:

"Arriscar-se é perder o pé por algum tempo. 
Não se arriscar é perder a
vida..."
                        (Soren Kiekegaard)