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Há muito quero
escrever sobre Fé, pois ela me tem alimentado os dias.
A cada dia,
acredito mais que a vida se tornaria um grande caos, se não
possuíssemos crenças em algo que não vemos, que não tocamos, mas que
alimenta nossa alma e aplaca nossos temores.
A vida é uma
caixinha de surpresas boas e dolorosas. Coisas acontecem e muitas
delas de modo inesperado, sem que as consigamos explicar e de
difícil aceitação.
Acredito que o
ser humano pode sobreviver em paz, até sem uma crença religiosa
específica, mas não sem entrar em contato com sua espiritualidade e
com valores que lhe são próprios como a tolerância, a compaixão, o
perdão e o interesse pelo outro.
Enquanto seres
humanos, todos nós precisamos desses valores para poder viver e
conviver e, sem fé, eles se atrofiam e se perdem em meio ao
materialismo da vida atual, ao ceticismo que nos rodeia, ao ódio que
ainda contamina os povos e fomenta guerras.
Sem fé, a nossa
existência se torna árida e muito difícil. É através dela que
podemos desenvolver nossa capacidade de sentir e de nos tornarmos
receptivos e responsáveis por um mundo melhor.
A fé é um eficaz
antídoto contra o medo, aquele medo que corrói, que nos mina a
energia, que nos paralisa e que fecha nossos corações para o amor e
para o novo.
Acredito que a
verdadeira fé é algo que todo coração ferido aprende, conhece e compreende. Ela traz a calma que não deve ser confundida com o mero
conformismo, porque diferentemente deste último, ela é lúcida e compromissada com a vida.
Ter fé não é
negar o problema que nos aflige, é vê-lo de um modo mais iluminado
pela esperança de que cada dia é um dia a ser vivido e que desistir
não é a saída.
Ter fé é
acreditar que não estamos sozinhos em nossa caminhada, e que fazemos
parte de uma energia maior e infinita que eu chamo de Deus.
" Há duas formas para viver sua vida: uma é
acreditar que não existe milagre, a outra é acreditar que todas as
coisas são um milagre..." (Albert Einstein)

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