Como é antiga a
frase "é melhor
prevenir que
remediar!"
Entretanto, mais
rotineiro é ainda o
hábito de se tomarem
providências e
cuidados, apenas
após o infortúnio.
Não é diferente
também na área
educacional.
Como ficaria o
gráfico de sua
escola, se fosse
feito um
levantamento
comparativo entre regras e atitudes
punitivas adotadas,
de um lado, e as
medidas preventivas
criadas e exercidas
pela equipe
pedagógica, de outro?
Para que lado
pesaria mais a
balança?
O quanto sua escola
se preocupa com o
exercer de uma
orientação
pedagógica atuante,
junto aos pais e aos
alunos? Com que
frequência são
realizadas reuniões
e encontros entre
pais e professores,
com a finalidade de
passar informações e
dar suporte para que
seus filhos sejam
melhor conduzidos?
Qual a intensidade
da preocupação que
sua escola manifesta
em criar uma aliança
com as famílias,
principalmente
promovendo e
alimentando uma
aproximação com os
pais dos alunos
desde a pré-escola,
a fim de evitar um
clima de
desconfiança,
rivalidades e de
mútuos ataques, no
futuro?
O que sua escola
prioriza? Aumentar o
número de matrículas
ou investir na área
pedagógica e na
relação produtiva
com seus professores?
Não existem escolas
perfeitas, nem
alunos e famílias
perfeitas. Mas, como
se lidam com os
erros? Qual é a
maior preocupação?
Punir ou educar?
Orientar os que
chegam ou criar
regras de defesa e
ataque?
Até que ponto, sua
escola reconhece que
tem uma parcela
de
responsabilidade nos
"fracassos escolares",
em lugar de se
proteger, culpando
apenas os pais por
sua falta de limites,
pela sua ausência
física e de valores?
Toda "escola tem
sua metodologia e
filosofia para
educar uma criança,
no entanto, ela
necessita da família
para concretizar o
seu projeto
educativo"(Isabel
Parolin).
É necessário arar a
terra, adubar o
terreno, para que se
possa colher. Assim
também acontece em
Educacão.
É notório o clima
conflitante que
caracteriza o atual
relacionamento
escola-família e
vice-versa. Muito se
fala sobre essa
complexa relação,
mas ainda estamos
distantes de sanar
as dificuldades
originadas por este
confronto e que, sem
dúvida, é fonte de
desequilíbrio na
prática educativa.
De um lado, crescem
as exigências e
pedidos
protecionistas dos
pais, bem como sua
interferência
crítica e
prejudicial no
trabalho do
professor. De outro,
aumentam os casos de
indisciplina, as
suspensões, as
reclamações do
comportamento dos
alunos para os pais,
os encaminhamentos
para os consultórios
de especialistas.
A intenção deste
artigo é ressaltar a
importância de um
trabalho preventivo
das escolas junto
aos pais, desde a
pré-escola, a fim de
estimular o
aparecimento de
alianças entre
ambos.
É de grande ajuda a
promoção de reuniões
e atividades que
visem elucidar a
filosofia da escola
junto às famílias,
que deixe claro o
porquê de
determinadas medidas
disciplinares e seus
objetivos
educacionais.
Reuniões que
promovam uma
confiança dos pais
na escola, que
possibilitem um
espaço de trocas e
não de acusações,
que alertem sobre os
perigos que cercam
os jovens de hoje e
que elucidem sobre
como, juntos,
escola e família,
poderiam se
entreajudar no que
se refere a temas
polêmicos como
drogadição,
sexualidade e
agressividade, além
de questões
relacionadas somente
a rendimento escolar.
por Elisabeth
Salgado