Há um tempo atrás,
recebi um e-mail de uma profissional da área de Educação pedindo que fosse escrita
uma mensagem para educadores do EJA.
Minha experiência
profissional, como professora, não abarcou o ensino de jovens e adultos em
ensino supletivo, mas, pessoalmente, sempre admirei o trabalho destes
profissionais.
Educar, de modo geral,
requer arte, fé e coragem.
Educar jovens e adultos, que não tiveram
oportunidade de ter escolarização regular na idade própria, é exercer esses
três componentes em alto grau, é poder sentir orgulho de ser professor, ao
estar possibilitando a estes alunos uma chance para que desenvolvam suas
potencialidades, dando-lhes condições para a aquisição de habilidades e
conhecimentos necessários para uma integração social mais plena.
O trabalho
destes professores se torna especial e gratificante, pois nasce de uma
escolha consciente de pessoas que acreditam que nunca é tarde para aprender
e para crescer.
Sêneca
dizia que "a vida não é um problema a ser resolvido, mas um mistério a
ser vivido". Acredito que todo aquele que se aventura na conquista
de seus ideais, assim como quem compartilha seu saber para que esta
conquista se realize, ambos vivem este mistério especial de não ficarem
presos a perdas de um passado sem retorno, ambos acreditam no agora e na
chance de, hoje, poderem construir um futuro diferente.
Por outro
lado, ensinar a quem deseja aprender, apesar de prováveis obstáculos, faz do
EJA uma tarefa pedagógica humanitária de grande responsabilidade.
Espero que
seus mestres estejam confiantes no valor de sua atuação profissional e que
percebam a intensidade e a importância de sua contribuição no
campo da Educação.
"Há pessoas que transformam o sol
numa simples mancha amarela, mas há aquelas que fazem de uma simples mancha
amarela o próprio sol." (Picasso)
Que os
professores do EJA escolham fazer do educar o próprio sol.
Elisabeth
Salgado