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Todo rompimento é doloroso. Mais doloroso é, se nossa história familiar é marcada por perdas e desamparo.
Acredito
que
se
realmente
percebêssemos
que
a
vida
é
breve,
que
é
uma
passagem
de
aprendizado,
escolheríamos
melhor.
Os
inúmeros
e-mails
que
recebi
nestes
dois
anos
e
muitos
dos
casos
clínicos
que
atendi
abordam
este
tema:
a
dor
do
rompimento
e
da
separação.
As
causas
com
que
me
deparei
são
diversas:
medo
de
ficar
só,
medo
de
não
conseguir
sobreviver
sozinho(a),
medo
de
se
arrepender
depois,
medo
de
lidar
com
um
relacionamento
diferente
(menos
dependente
e
mais
maduro)
medo
de
perder
o
controle
da
relação,
medo
de
descobrir
que
é
só
em
sua
essência,
medo
de
parar
de
sofrer,
porque
só
soube
fazer
isto
até
então,
medo
de
se
sentir
fracassado(a),
medo...
medo...medo...
Romper
não
é
fácil.
É
sinônimo
de
desistência,
de
andar
de
muletas
por
um
tempo,
de
ter
que
enfrentar
a
vida
só,
de
crescer...
Mas,
o
que
é
a
vida
senão
encontros
e
desencontros?
Como
lidamos
com
eles
é
que
é
o
problema.
Hoje,
percebo
que
enquanto
estivermos
presos
(as)
a
questões
do
passado
não
elaboradas,
a
rompimentos
não
aceitos,
a
perdas
não
assimiladas,
o
presente
será
uma
grande
e
constante
busca
de
relacionamentos
repetitivos,
com
o
inocente
objetivo
de
que
conosco,
agora,
será
diferente.
Mas,
tudo
se
repete,
até
que
aceitemos
que
o
que
passou,
passou...
Para
romper
um
relacionamento
que
nos
traz
sofrimento,
é
preciso
coragem
para
romper
com
o
passado.
É
necessário
ter
coragem
de
arriscar
viver
o
que
não
se
tem
certeza,
é
preciso
ter
aprendido
a
se
amar,
de
verdade.
Para romper é necessário aprender a aceitar despedidas, é importante reconhecer que nada é eterno, é aceitar a vida como ela é.
Às
vezes,
o
mais
difícil
não
é
romper
fisicamente,
é
aceitar
romper
com
um
relacionamento
que
jamais
voltará
a
ser
como
era,
é
aceitar
conviver
com
alguém
que
você
até
então
não
conhecia,
é
acordar
para
a
verdade
e
aprender
a
amá-la,
de
outro
jeito,
de
outro
modo,
é
tirar
as
algemas
de
uma
ilusão...
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