De um até dois anos

 

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            Durante o primeiro ano, a rapidez do desenvolvimento da criança é extraordinária. Ao nascer, o bebê conta apenas com os reflexos hereditários, no entanto, ao final do primeiro ano, entre outros comportamentos, será capaz de colocar-se na posição de pé e caminhar alguns passos sem apoio, bem como compreender o significado de várias palavras e obedecer ordens simples como "Não", "Vem", "Tchau", etc.

          Tudo que se formou até agora, a partir do segundo ano de vida, se aprimora. Os passos ainda são esquisitos. Têm um ar de andar de pato, com a base aberta para ajudar o equilíbrio.

        A compreensão também muda. O bebê entende frases curtas e nomeia objetos. Tenta imitar sons. Come sozinho com a mão. O apetite pode sofrer uma queda e pode diminuir porque a criança não precisa de tantas calorias quanto antes. A velocidade de seu crescimento é menos intensa.

 

 

          Dos 12 aos 15 meses, a criança, como já foi visto, fica de pé sozinha, dá alguns passos, com todas as articulações flexionadas e vai da posição deitada à de pé, sem apoio.

           Come com a colher, mas desperdiça ainda. Pára de levar a mão à boca, emprega a mão dominante, estende as pernas quando está sendo vestida, reage ao seu próprio nome e compreende que todas as coisas e todas as pessoas têm nome.

           Nesta fase, pronuncia corretamente a primeira palavra e já constrói torre de dois blocos.

 

 

           Por volta dos dezoito meses, o temperamento se destaca. A criança é imediatista. Fica irritada quando não consegue fazer alguma coisa ou é contrariada. É a fase do "não". Ela quer mostrar que tem opinião ou apenas imitar os pais, que dizem "não" a toda hora.

          Esse período negativista pode durar até os 4 anos. Aquele jeitão de andar de pato está sumindo, ela caminha com os pés separados. Os arcos do pé já se desenvolveram, facilitando a corrida e a escalada de móveis.

          Ela pode correr, parar, ir de um lado para outro e subir escadas. As mãozinhas, que no começo do andar ficam erguidas na altura do ombro para dar mais equilíbrio, se abaixam. Aprimora-se o controle motor e o da força. O bebê calcula melhor a distância para executar o movimento e quanto de energia precisa para realizá-lo. Isso ocorre porque ele tem mais noção de espaço.

           A criança entende ordens curtas, compreende algumas frases simples e já elabora frases de uma palavra. É capaz de localizar sons rapidamente e compreende onde a bola foi, quando ela rola para fora do seu campo visual.

 

 

            Dos dezoito aos vinte e quatro meses(dois anos), a criança desce escadas, engatinhando para trás, e sobe escadas, sozinha, segurando no corrimão. Corre desajeitadamente, caminha lateralmente, caminha para trás, chuta uma bola e salta, quando segura por ambas as mãos.

           Come com uma colher e arremessa, mas sem direção definida. Vira as figuras de maneira correta, "de cabeça para cima" e imagina coisas que não pode ver.

           Leva a mão a um lugar dolorido, ajuda a despir-se, aponta para algumas partes do corpo e constrói torre de 3 a 4 blocos.

           Quanto à fala, balbucia, imitando o tom e o ritmo da mãe, repete sons e elabora frases de duas palavras.

           Compreende frases curtas e localiza sons em outra sala.

           Quanto ao controle do intestino e da bexiga, o processo é mais lento. O controle dos esfíncteres é o último a acontecer porque a musculatura dos glúteos precisa ganhar tônus e há necessidade de uma completa maturação do sistema neurológico. Nesta fase, a criança consegue já associar banheiro com defecação e micção.

       

 

 

          Aos dois anos, a criança pula, corre, poderá chutar uma bola e dançar. Ao subir uma escada, a criança coloca um pé, puxa o outro e usa apoio. Mas ainda lhe falta equilíbrio. Resta o desafio de descer os degraus, que exige mais coordenação. Ela desce lentamente.

          O desenvolvimento da fala não está completo, mas é capaz de compreender frases longas e de construir pequenas.

          As birras ficam mais constantes, manifestadas de várias formas: jogando-se no chão, chorando, repetindo aos berros "eu quero" ou ainda tentando bater no adulto. São demonstrações de frustrações e descontentamento, mas que precisam ser controladas.

          

 

                   Em síntese, uma criança, entre um a dois anos de idade, deverá ser capaz, quanto ao seu desenvolvimento cognitivo e motor de:

- Colocar um objeto num recipiente, seguindo instrução verbal.
- Colocar objetos num recipiente, esvaziando-o depois.
- Colocar objetos num recipiente , a pedido.
- Tirar objetos de um recipiente, um de cada vez.
- Empilhar cubos, imitando.
- Rabiscar.
- Virar páginas de livro - 2 a 3 de cada vez, para achar uma figura que foi nomeada.
- Apontar para uma parte do corpo.
- Apontar para si mesma quando lhe perguntam - Onde está?...
- Apontar para uma figura nomeada.
- Colocar argola num pino.
- Construir torre de cubos, imitando.
- Imitar movimento circular.

 -Sentar-se em cadeira pequena.
 -Curvar-se na altura da cintura para apanhar objetos sem cair.
 -Empurrar e puxar brinquedos enquanto anda.
 -Usar cavalo de balanço.
 -Subir escada com ajuda.
 -Ficar de cócoras e voltar a ficar em pé.
 -Segurar o lápis em preensão radial.
 -Imitar movimento circular.