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Por volta dos 4 ou 5 anos, a criança começa a perceber melhor seus insucessos e começa a cobrar de si mesma.
Os pais devem apoiar e incentivar a criança e ensiná-la a não confundir insucesso com fracasso. Se ela não pedir ajuda, não procure poupá-la do insucesso. Ela precisa experimentar para aprender e amadurecer.
A criança precisa entender que todos têm defeitos e qualidades. Nem o agressor é pior ou melhor que o agredido, pois todos estão sujeitos a erros. Ninguém é perfeito, sendo rico, pobre, negro, branco, oriental, bonito, feio, mais ou menos inteligente.
Os erros e os acertos das pessoas não têm a ver só com suas características pessoais. Oportunidades e circunstâncias podem favorecer tanto o sucesso quanto o fracasso.
Nesta época, ainda é difícil para ela controlar seus impulsos e aceitar interferência. É importante estar sempre por perto, acompanhando a criança, principalmente em festas, onde há muita gente junta e costuma haver barulho e agitação fora do habitual.
Entretanto, uma coisa é verdadeira: a certeza do afeto dos pais deixa o filho mais seguro para se relacionar fora de casa.
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Dos 4 aos 5 anos,
se
o seu filho ainda não fala direito nessa fase, é hora de buscar ajuda.
O
desenvolvimento completo da linguagem dura, em média, quatro anos. Cada criança,
no entanto, tem um ritmo. Enquanto algumas pronunciam as primeiras palavras aos
10 meses, outras começam a falar com 1 ano e meio.
Entre
4 e 5 anos de idade, a criança já forma frases de cinco palavras, tem um
vocabulário de 1.500 termos, em média, e emprega substantivos, adjetivos e
advérbios. Se esse não for o caso do seu filho, é hora de buscar ajuda.
As causas podem ser emocionais ou físicas, como um problema auditivo ou neurológico. A evolução da linguagem depende de estímulos externos e, claro, das características de cada criança.
Como se aprende a falar ouvindo, imitando e, principalmente, falando, o melhor incentivo é conversar com seu filho. Daí a importância de falar certo com a criança, o que inclui não infantilizar a linguagem.
Os pais devem estimular a criança,
descrevendo
as atividades do dia-a-dia em voz alta para a criança, ensinando-a a usar o
telefone, lendo histórias maiores, incentivando-a a falar sobre os amigos,
tarefas escolares e programas de TV.
Mais
importante que falar direito, no entanto, é ter vontade de se comunicar, por
isso
é importante que os pais mostrem interesse pelos assuntos da criança, prestando
atenção a suas histórias.
Trocar letras como o 'p' pelo 'b', típico nessa fase, mostra apenas um atraso no desenvolvimento da fala. Quando a criança não tenta se comunicar, entretanto, o problema pode ser mais grave, até uma deficiência mental', diz o neuropediatra Muszkat.
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Entre os 4 e os 6 anos, meninas e meninos estão em plena fase de socialização - aprendendo a fazer amigos e a enfrentar os conflitos naturais desses relacionamentos, como a recusa de um amiguinho para brincar, participar de alguma atividade ou mesmo emprestar um brinquedo.
Por volta dos 4 e 5 anos, quando a criança consegue fazer amigos e brincar com outras crianças, está desenvolvendo sua capacidade de autonomia e identidade. Esta é a fase também dos clubes do bolinha e da luluzinha. As brincadeiras e o comportamento começam a ser divididos pelo sexo.
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A teimosia nos filhos dessa idade é natural, pois eles estão numa fase de muitos
quereres, de auto-afirmação para se diferenciarem dos pais. Mas esse
comportamento poderá se tornar exagerado quando o adulto não impõe o limite com
clareza e acaba dizendo o perigoso 'não' que vira 'sim'". Os pais devem se
perguntar a todo o momento se o limite que está sendo imposto é para eles ou
para que a criança aprenda a se relacionar melhor com o mundo. O mais
importante é priorizar valores morais e de sociabilização.
Ao trabalhar normas e valores com a criança, os pais devem criar uma rotina de atividades diárias. Com ela, a criança compreende melhor as regras (hora do banho, jantar ou dormir). Devem evitar o bate-boca e procurar por negociação nos impasses, lembrando que toda regra tem exceções, dependendo da situação.
Cabe lembrar que, por volta dos 5 anos, a criança já tem noção de propriedade e que se ela se apossa de algo que não é dela, deve ser corrigida e considerado um furto. O furto na infância, geralmente, está relacionado à falta de afeto e presença de conflitos entre os pais.
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A criança já desenvolveu habilidade motora fina e coordenação. É capaz de pegar o número especificado de objetos, quando lhe pedem, copiar um triângulo, a pedido, separar objetos por categoria., demonstrando compreensão se um objeto é pesado ou leve, bem como empilhar 2 ou mais argolas numa estaca por ordem de tamanho.
Fica apoiada num pé só, sem ajuda por 4 a 5 segundos, corre mudando a direção,caminha sobre tábua de equilíbrio, pula para frente 10 vezes sem cair, pula para trás, sobre um dos pés 5 vezes sucessivas, bate e agarra bola grande, recorta curva, parafusa objeto rosqueado, desce escadas com pés alternados e pedala triciclo, virando esquina.
Entretanto, a noção temporal nessa idade ainda é muito rudimentar. A compreensão do ontem e amanhã passa a se desenvolver depois dos 5 anos, quando a criança tem noções mais claras de tempo e de espaço (antes e depois, perto e longe) e de lateralidade (direita e esquerda)."
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Outra característica desta fase é a inquietude na hora das refeições. Ficam irrequietos à mesa e por vários os motivos, as crianças não param nesta hora. Como a hora de comer costuma ser muito valorizada pelos pais, a criança, que não é boba, aproveita o momento para chamar a atenção, quase nem sentando na cadeira, comendo de boca aberta, pegando a comida com a mão ou ainda fazendo batucada com os talheres.
Essa má vontade com a mesa é causada pela tradicional falta de apetite dessa fase aliada à eterna disposição de a criança querer primeiro brincar e depois brincar, brincar e brincar.
Durante a semana, os pais precisam respeitar a rotina da criança e não mudar os horários das refeições. A televisão também precisa ficar desligada e em outro lugar, na hora da comida. Lembre-se: os pais devem dar o exemplo, sempre!
A mensagem aqui é cultivar o exemplo, como instrumento de educar. Se não seguirmos normas, não respeitarmos nossos filhos, não tivermos limites, não seremos coerentes e não teremos o seu respeito.
Fazer pratos com carinhas divertidas também pode ajudar as crianças a se interessarem e se acomodarem à mesa. E, quando a criança estiver passando por essa fase, tente transformar o horário da comida num momento agradável, de tranqüilidade e com poucas discussões e cobranças.
