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De
dois até três anos
Por
volta dos 2 anos, a criança começa a perguntar,
quer saber o porquê das coisas e precisa de
explicação para tudo.
A criança entre 2 e 3 anos está muito
interessada em si mesma, no próprio corpo e
acredita que tudo tem vida e que os objetos
podem ter comportamento humano, além de começas
a demonstrar
um salto na capacidade de memorização, que faz
com que se lembre de detalhes que chegam a
espantar os pais e adultos.
É interessante lembrar que a
memória é consolidada durante o sono, como se a
criança repassasse mentalmente tudo o que
aprendeu e viveu durante o dia, por isso permita
que seu filho durma bem.
Ela já é capaz de virar
trincos e maçanetas de portas,
saltar sobre 2 pés, saltar o último degrau da
escada com um pé na frente do outro, caminhar
para trás e descer escadas com ajuda.
Atira bola para o adulto a 1 metro e meio sem o
adulto mover os pés, constrói torre de 5 - 6
cubos,
coloca
objetos "em cima de", "embaixo de", "dentro",
"fora",
vira páginas, uma de cada vez, desembrulha
objeto pequeno e dobra papel, imitando.
Ela também é capaz de separar e juntar brinquedos que se completam de
formas simples, desparafusar brinquedos de
encaixe, dar pontapés em bolas grandes e fazer
bolas de argila, bem como dar cambalhotas
para frente, com ajuda.
Graficamente,
desenha
círculo, uma linha vertical ou uma linha
horizontal imitando.
Brincar com as cores é mais importante que saber
o nome delas, mas pode até
apontar para 3 cores, quando nomeadas.
O bebê percebe as cores a partir dos
3 meses.
Nomeá-las, porém, é um processo longo e cheio de
enganos, que normalmente se estende até os 3
anos. Para que seu filho chame o azul de azul e
não de verde, precisa de estímulos, como dizer o
nome das cores das roupas, das frutas, das
flores, dos objetos.
Desembrulha objetos pequenos, monta um brinquedo
de 4 partes, combina uma forma geométrica com a
figura correspondente, aponta para grande ou
pequeno quando lhe pedem e reconhece músicas que lhes são familiares.
Por volta dos 2 anos, a criança incorpora a
noção de posse e a expressão "é meu". Ela está
tentando se afirmar como pessoa. Isso é natural
e bom, embora seja uma fase difícil para ela e
para`os pais.
Começam os
desencontros de desejos entre os pais e a
criança, que provocam birras em público.
Também aos
2 anos, a criança começa a dizer não a quase
tudo. Ela está tentando se tornar um
indivíduo independente em busca de seu próprio
espaço.
A criança de 3 anos é muito diferente da que tem
1 ano e meio, mas precisará de um controle de
educação , de aprovação e reprovação, de amor,
atenção e limites por parte dos pais, para
adquirir autocontrole.
As crianças já falam e por isso são
autoritárias. Muitos costumam dar chiliques
porque acham que já são grandes e querem colocar
a roupa que escolheram ou comer o que desejam,
por isso, é preciso delimitar com clareza o que
eles podem escolher.
Quanto mais o bebê escuta falar, mais cedo e
melhor ele fala.
Por volta dos 2 ou 3 anos, a criança descobre
seus genitais e brinca com eles. Por outro lado,
ela
dá sinais de que está pronta para tirar a
fralda.
A retirada das fraldas, em
geral, começa após os 2 anos, e o processo pode
levar até três meses, sedo que o controle
noturno, em geral, ocorre de seis meses a um ano
após o diurno.
O
ideal é que a criança já saiba andar, falar,
sentar-se por cinco minutos, tirar a roupa e
compreender ordens e que este aprendizado não
seja contaminado pelo alto nível de ansiedade
dos pais ou de quem toma conta da criança.
É normal que a criança estranhe as pessoas que
não fazem parte do cotidiano, que se esquive de
desconhecidos ou de pessoas que não participam
de seu convívio familiar, logo que chega a um
lugar ou se depara com o novo, mas este
acanhamento é passageiro.
A criança, nesta época, tem uma vida
social restrita - quando muito vai à escola - e
ainda não sabe como agir ao se deparar com
pessoas 'estranhas', como o porteiro do prédio
ou o vizinho. Corre para se esconder entre as
pernas dos pais para se defender de sua
pequenez. Aos poucos, ela se solta e,
assim que se sente à vontade com o novo, fica
amistosa e faladeira.
Nesta fase, com 2 anos e meio, ela gosta de
imitar os adultos e já fala com segurança. Visto
como algo mágico que os pais sempre usam, o
telefone vira atração. A atividade ajuda no
desenvolvimento social. As conversas preferidas
são com conhecidos, principalmente os avós.
Quanto à noção de tempo, este
está vinculado à duração de uma atividade
repetitiva.
Para entender o mundo, a criança se vale da sua
rotina de atividades para fazer associações
temporais
como, por exemplo, "papai chega em casa quando acaba o
desenho" ou, quando escurece é hora de comer.
A criança começa a compreender um pouco
do significado de "hoje", "amanhã", "manhã",
"tarde" e "noite" aos 3 anos, mas só terá noção
mais exata do tempo, de espaço e de lateralidade por volta dos 6 ou 7 anos.
Por volta dos 3 anos de idade, ir ao teatro será
interessante para a criança.
Ao vivo e cheio de ações, o teatro prende mais a
atenção do que o cinema. Com essa idade, ela
entende o faz-de-conta e se diverte com as
histórias.
Elisabeth
Salgado
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