Conviver com fantasmas é mais freqüente do que se imagina. Mas, o que seria isto?

         A resposta está espelhada naquele viver onde as assombrações do passado se fazem presentes a qualquer momento, através de suspeitas, através de desconfianças eternas, medos pelo que foi feito e que é irremediável, por remorsos e culpas que algemam e pelo que existiu e não existe mais.

     Fantasmas que nos fazem viver no passado e que não nos acrescentam nada, a não ser sofrimentos.

    Existe algum antídoto contra este conviver macabro?

      Acredito que haja, mas não é fácil para todos. A solução reside em "desistir" do passado, do que foi bom e terminou, do que você não viveu e nem poderá viver agora porque o tempo passou, em se preparar para responder pelas conseqüências do que fez lá atrás, em abrir a janela da sua vida para o sol  e a chuva de hoje, e recomeçar, saindo à rua com sua capa de chuva e seu sorriso.

      Os antigos diziam que "não adianta chorar sobre leite derramado", mas como a gente custa a limpar o fogão da vida, às vezes, não é mesmo?

       Enterre o que deve ser enterrado e celebre sua vida. Sempre é tempo, enquanto só os acontecimentos forem fantasmas, mas você, ao contrário, estiver VIVO!