Se você perdeu, em algum momento de sua vida, aquele sentimento
de magia perante o Natal, observe o olhar de uma criança, nestes
dias.
É lindo perceber a sua inocência e encantamento, ao admirar as
luzes da casa, ao experimentar o mistério da vinda do bom
velhinho, ao saber que um aniversário importante vai acontecer
no dia vinte e cinco, aniversário que não é o dela, mas que
trará presentes e a agitação da família: o aniversário do papai
do céu!
Ela vibra, só fala nisso, e quanto mais criança é ela, mais
anseia pela chegada do dia mágico.
Sei que alguns pais acabam cedo com a fantasia de seus filhos,
talvez porque não sejam mais capazes de alimentar a sua própria
capacidade de sonhar e tenham se deixado impregnar pelo
ceticismo, devido às dificuldades que a vida lhes trouxe ou
devido às decepções sofridas.
A verdade é que, independente da idade, existe uma criança
dentro de cada um de nós e ela precisa de sonhos e de magia.
Aquela magia que dá cor à vida e que é parceira da fé, daquilo
que não se pode ver, mas que alimenta a alma e é capaz de
renovar esperanças.
Se você perdeu, em algum momento de sua vida, aquele sentimento
de magia perante o Natal, observe o olhar de uma criança, nestes
dias.
É um olhar que se deixa capturar pelo momento de surpresa que
virá. Não há o que fazer, apenas sentir...
É interessante observar como muitas pessoas, de várias maneiras,
alimentam o momento mágico para a criança e esquecem de
alimentar a si mesmas, como se o Natal fosse uma festa infantil,
um direito de sonhar exclusivo da infância.
Entretanto, a magia também pode se concretizar e ser vivenciada
pelo adulto, de uma maneira muito especial. Basta que ele queira
dar mais do que receber e que o presente ofertado seja o
afeto. Esse é um movimento mágico que só o adulto é capaz de
fazer...
A criança se entrega ao receber, ela é passiva, mas o adulto
resgata a magia, agindo, repartindo e fazendo do Natal uma busca
de reencontro, de perdão e de paz.
Sem dúvida, quanto maior é a capacidade de amar no adulto, mais
ele será capaz de sentir essa magia.
Que tal se descolar de chavões que aprisionam como
ser
essa data a festa do consumismo
ou ainda ser o ideal de fraternidade e bondade uma farsa?
Resgate sua fé no que pode fazer ao acolher alguém, resgate sua
fé no abraço, no momento que une a família, nas brincadeiras que
podem ser criadas.
Se você perdeu, em algum momento de sua vida, aquele sentimento
de magia perante o Natal, observe o olhar de uma criança, nestes
dias.
Use este olhar como farol, se sua estrada está mal iluminada e
se abasteça. Não desista de seus sonhos, não se alimente
da amargura e crie momentos mágicos neste Natal!
Eu acredito em você!