A Escola e a Família: uma aliança importante!




 

   

 

 

 

 

 

 

 

            

              Como os tempos mudaram!

             A mudança é necessária? É. Mas, às vezes, ela não traz progresso. Um exemplo é que, antes, a família era cúmplice da escola; hoje, é promotora de seus erros e falhas...

            Quem é o maior prejudicado? O aluno.

            Hoje, se não houver maturidade e visão pedagógica por parte da escola, as reüniões com os pais viram arenas, onde a escola fica na defensiva e os pais fazem sua catarse de erros pedagógicos e parentais do passado...

             Quem é o maior prejudicado? O aluno.

             Escola e Família esquecem que essa vida é uma passagem e que nosso papel só se enriquece se temos como objetivo compartilhar, dividir e contribuir para que outros vivam melhor, pricipalmente aqueles com quem convivemos e amamos.

             Haver uma aliança entre pais e professores é altamente produtivo e eficaz. Ambos devem agir em conjunto. A própria escola tem de mostrar coesão e transparência, trabalhando em equipe, entre si, e em relação à família de seus alunos.

              Sempre acredito que o mais forte e amadurecido abrirá a porta da liberdade e da conscientização. 

              Acredito que a Escola pode dar o primeiro passo, pela própria base de formação da qual é portadora.

              Sabemos que os pais exercem extrema influência, mais do que eles próprios imaginam. 

               Educar demanda uma grande responsabilidade. "A educação começa no berço", dizem. 

               Na verdade, a educação começa ainda no útero. Sabe-se através de pesquisas recentes que a criança ouve "ruídos" do mundo externo e sabe distinguir a voz do pai e da mãe. Sendo assim, no berço, começa a  aprender as relações interpessoais.

               Mas, isto diz respeito à educação informal. E quanto à educação formal?

               A educação informal é aquela que se aprende no dia - a - dia com as pessoas de nosso círculo familiar ou amigos. É nela também que se aprendem as regras do convívio social, cabendo aos pais ensinar estas regras, já a educação formal ou acadêmica é função da escola e seria uma continuação da educação familiar. 

               Por vários motivos (falta de tempo por ambos terem que trabalhar), os pais colocam seu filho cada vez mais cedo na escola e delegam seu papel de primeiro educador à escola. 

               No livro do Paulo Freire "Professora sim, Tia não", Paulo Freire tenta resgatar o verdadeiro papel da escola. Ser Professor (a) é muito mais do que ser babá ou substituto dos pais. Educar é muito mais que ensinar boas maneiras, ler e escrever. É criar consciência crítica e formar um cidadão em cada um de seus alunos.

                Definido os papéis de cada um, podemos descrever uma situação que deveria ocorrer para que haja uma educação efetiva e a formação de um verdadeiro cidadão (no caso de uma criança em idade escolar de 6 a 14 anos). 

                Mesmo com pouco tempo, pequenas coisas podem ser feitas, porém muito importantes. É extremamente gratificante para a criança quando os pais se interessam pelo seu progresso na escola. Isto pode ser feito, perguntando o que a criança fez na escola, vendo seu boletim e, sempre que possível, comparecendo às reuniões de pais e mestres. A escola deve deixar claro para os pais a importância dessas e outras atitudes, desde as primeiras reuniões.

               Aliás, é importante ter em mente que as reuniões de pais e mestres não são para falar mal ou bem do aluno, ou do filho, e sim reportar seus progressos e dificuldades, discutindo melhorias ou soluções de problemas.

         A participação dos pais na escola  é importante para a escola e para o filho. Pais e escola devem educar juntos (e não separados) para um bem maior. A criação de um verdadeiro cidadão, construtor de um futuro melhor para as próximas gerações, depende dessa aliança.

          Escola e Família precisam resgatar a tradicional parceria e, na minha opinião, isso só pode ser feito se os erros do passado forem relegados a segundo plano e um processo de confiança mútua for reconstruído.

                                                                                           Elisabeth Salgado